Verso do Dia

1 de novembro de 2016

A Reforma Protestante e a união das igrejas

Papa visita a Suécia para participar de ato ecumênico que celebra a reaproximação de católicos e protestantes
Viagem do papa Francisco para a Suécia a fim
de participar do início das comemorações

alusivas aos 500 anos da Reforma ganhou
repercussão na imprensa internacional.
O dia 31 de outubro de 1517 foi uma data que mudou o mundo ocidental. Um frei alemão chamado Martinho Lutero fixou um cartaz à porta da igreja do castelo de Wittenberg. O anúncio estampava 95 teses contra a venda de indulgências (documento que assegurava o perdão de pecados), uma prática popular da Igreja Católica na época. A cristandade ocidental, até então praticamente monolítica, fragmentou-se. Surgiram centenas de denominações protestantes, cada uma com a pretensão de reformar a Igreja. Hoje, é virtualmente impossível determinar o número exato das seitas cristãs, estimado na casa das dezenas de milhares.
Há um ano de o ato histórico de Lutero completar os 500 anos, passos importantes estão sendo dados para a aproximação de católicos e protestantes. Nesta segunda-feira, o papa Francisco desembarcou em Malmo, na Suécia, país historicamente protestante, em um encontro com a liderança da Federação Luterana Mundial. “Essa viagem é importante porque é uma viagem eclesial, muito eclesial no campo do ecumenismo”, expressou o pontífice durante conversa com os jornalistas que acompanhavam o voo.
Em junho deste ano, a assinatura de um guia litúrgico intitulado “Do conflito à comunhão” revelou o desejo mútuo pelo fim das desavenças históricas e a consumação de uma unidade articulada em décadas de discussão sobre o ecumenismo.
Se bem que o ato ecumênico na Suécia simbolize a iminente conciliação entre luteranos e católicos, há sinais de uma aproximação crescente de outros grupos de protestantes, evangélicos e pentecostais com a Igreja Católica.